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Anna Kolhs Müller
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Graduação: Jornalismo

MensagemAssunto: Piscina    Sab 27 Set - 10:39


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Annabela Kolhs Müller ♥
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Lílian Luna Potter
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MensagemAssunto: Re: Piscina    Qui 11 Dez - 11:24

miss summershine!


---------------------------------------------------  Muito do que lhe foi ensinado já foi, um dia, a visão radical de indivíduos que tiveram a coragem de acreditar que o que sua mente e coração diziam era verdadeiro, ao invés de aceitar as crenças comuns de sua época.   -------------------------------------------------
Fred não tinha ideia do quanto era engraçado. Nem de quantos olhares femininos ele atraia por ser tão bonito. Nem eu reparara nisso antes, mas, agora, sentada em umas espreguiçadeira ao lado dele, Hugo e Louis, eu percebera. Mas nenhum olhar parecia tão verdadeiramente interessando quando o de uma garota com quem Roxy conversava animadamente. Eu a conhecia, certo? Qual era o nome dela mesmo? — Ela gosta de você... — Interrompi Fred no meio de uma piada. Primeiro meu primo pareceu ofendido e depois confuso, assimilando o que eu havia dito. — Aquela garota, melhor amiga da sua irmã. — Expliquei, mas ele apena riu, descrente. Rolei o olhos. — Eu sou uma garota. Sei do que estou falando. Se não quer acreditar o problema é seu! — Revidei, levemente indignada pela falta de confiança do meu primo. Mas é claro que eu não precisei de mais cena, porque Hugo começou a me defender e ele é bem mais dramático e argumentativo do que eu. Abracei o braço do grifino e coloquei a cabeça em seu ombro, sorrindo de um jeito radiante. Amava quando ele me "protegia". E, claro, odiava quando ele dava a desculpa de que era por ser meu primo. Ai que raiva que isso me dava! Não que eu pudesse ou fosse evitar, pedir pra parar. Se era a condição pra continuarmos nos vendo de outra forma, estava tudo bem. — Deixa ele, Hugo, só tá se achando porque entrou pros marotos agora que o James teve que sair — Pedi, com um falso deboche, enquanto levantava a cabeça.   —Ainda sou sua superiora, o que me faz mais esperta que você, se eu fosse você, me ouviria. — Comentei, sem interesse em ofender. Fred me conhecia o bastante para saber que era brincadeira, então tudo que ele fez foi dar um tapa na cabeça de Louis, que ria dele e olhava para Jade McCurdy com o canto do olho. Ia começar a zombar de Louis também quando ouvi meu nome e me virei. — Jay! — Cumprimentei, pulando fora da espreguiçadeira e abraçando meu irmão apertado. Victorie estava com ele, então juntei minha melhor amiga para um abraço triplo. Soltei-os e olhei para James de cima a baixo. Era bonitão para um professor. — Tá bonito demais pra um passeio na piscina. Se quer saber da Molly, não a vi desde o café da manhã. — Ele fechou a cara e disse que não estava procurando por ela. Depois fez uma careta para dizer que o assunto era comigo. Torci o nariz, olhando para Victorie. Ela deu de ombros se fazendo de santa. Depois me deu um beijo na bochecha e disse que ia nos deixar sozinhos. Quando ela saiu, James suspirou e me puxou para um canto mais afastado de onde estávamos. Ele estava sério, mas sem deixar aquele ar de maroto brincalhão que sempre conseguia manter.  — O que você quer, Jay?

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James Potter
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MensagemAssunto: Re: Piscina    Qui 11 Dez - 12:36


all i wanted to feel, I WANTED TO LOVE "

Onde Molly fora parar? Que droga! Mal conseguia vê-la depois da "conversa" que tivera com papai e mamãe. Lucy, Leo e Polly sempre impediam que ela me visse. E eu simplesmente não conseguia acreditar que não podiam ver que éramos adultos o suficiente para entender o que estávamos fazendo. Era um escolha nossa. Nem Lucy ficara do nosso lado. Alvo não se pronunciara a favor de nada, porque tinha seus próprios problemas, Ana sumira no dia onde tudo acontecera, mas agora se dizia a favor e Lilían foi a única que me apoiou. Eram as únicas da família que estavam do meu lado. Mas por se mostrarem tão a favor tão abertamente, ninguém deixava que as duas chegassem perto de Molly também, porque podiam armar para nos encontrarmos. Lilían se fez de ofendida e Ana, sincera como sempre, disse que era uma decisão muito sábia. Quase não percebi quando esbarrei em Victorie, perdido em pensamentos.  -Desculpa, Vi - Pedi, ainda avoado. Ela foi bem legal, sorrindo e perguntando se eu andava distraído assim. Victorie logo se repreendeu lembrando de Molly. - É, pois é. Foi mal mesmo. - Ela sorriu e pegou meu braço, entrelaçando no dela. Mais uma vez, ela foi gentil e nem me olhou com uma cara de nojo ou desprezo como a maioria dos nossos primos fazia agora. Nós fomos andando pela mansão enquanto começávamos uma conversa. E a primeira coisa que ela disse foi que nunca foi contra e que, na verdade, ela meio que sabia. - Sabia, é? A Molly te disse? -  Victorie negou. Era bom ouvi-la conversar tão abertamente comigo, com todos olhando. Fazia com que eu me sentisse melhor. Ela explicou coisas que eu já sabia. Como que o amor era difícil. Se não fosse não valeria a pena. - E tem algumas pessoas que gostam de fazer ele mais difícil, certo? -  Perguntei ironicamente, mas ela não entendeu. - Quero dizer, tem algo realmente difícil entre você e o Ted? Tirando claro, você. -  Lembrei, rindo. Pobre coitado esse Ted. Tinha que aguentar uma mulher impossível como Victorie por amor. Ela sorriu torto.  - Quer um conselho? Descomplique as coisas antes que outra coisa complique tudo de verdade. -  Ela me olhou com os olhos brilhando como se eu tivesse dito algo profundo. Eu não aparento ser muito inteligente e nem sou, mas eu sempre sei dizer a coisa certa. Sei organizar meus pensamentos bem e dizer algo que pelo menos pareça bem inteligente. Às vezes eu nem entendo o que eu digo. Lili costumava me chamar de poeta. Victorie voltou a olhar pra frente e percebi que estávamos indo para a piscina. Olhei-a mais uma vez. Como não percebera que ela obviamente estava com um biquíni por baixo da roupa? Mas ela nem percebeu meu olhar sob ela. Resolvi dar uma olhada na área da piscina então. O novo grupo de marotos estava espremido em duas espreguiçadeiras. Fred e Louis dividiam uma e Lílian e Hugo outra. - Sabe... eu ando precisando conversar com ela sobre isso. -  Comentei e Victorie entendeu rápido demais para não saber de nada. Mas eu já imaginava que soubesse. - Acha que eu não sei o porquê dela ter ficado do meu lado nisso tudo? -  Minha prima continuou sem me encarar e me contrariou e disse que não era só por isso. Talvez Victorie tivesse razão e eu fosse o favorito de Lili, assim como Alvo era o preferido de Ana e vice-versa. Nunca tinha parado para pensar se eu tinha algum, mas é claro que seria Lilían. Era minha irmãzinha, minha coisinha, a coisa que eu mais amava. E era por isso que nós tínhamos que ter essa conversa. Puxei Victorie para mais perto deles. - Lili! -  Ela saiu correndo para nos abraçar e depois demorou a nos soltar. - Que eu me lembrei, você não anda podendo vê-la, maninha. -  Lembrei-a, de cara fechada, porque estava lembrando de Molly de novo e de como essa distância estabelecida me deixava irritado. Fiz uma careta lembrando que tinha que evitar que isso se repetisse com minha irmã caçula. - Na verdade, preciso falar com você. -  Lili estava absurdamente confusa e queria buscar a ajuda de Victorie, que eu sabia ser a melhor amiga dela. Mas Vic apenas saiu de perto de nós e eu puxei-a para um lugar mais quieto. - Tem algo que queira me contar? Eu sou seu maior aliado como você é a minha. -  Lembrei, segurando as mãos dela. Ela estava assutada e eu via em seu rosto a vontade de chorar. Mas ela não ia. Ela apenas negou. - Eu sou seu irmão, vou ficar do seu lado sempre. Eu te entendo, Lili. -  Lilían suspirou, querendo saber onde eu estava tentando chegar. - Eu prefiro que você me conte do que dizer que eu sei sobre isso. -  Ainda assim, ela fingiu que não havia nada acontecendo. Dava pra ver o quanto ela tinha medo de que qualquer um soubesse. Provavelmente isso acontecera depois de ver o que houve comigo e Molly. Respirei fundo e apertei a mão dela. - Eu sei sobre você e Hugo. -  O lábio inferior dela tremeu, o que acontece quando descobrimos algo que ela não queria que soubéssemos e ela não sabe como negar. Ela era muito sincera, não tanto como Ana, mas era. - Não, não fique assim, por favor. Eu não vou contar. E nem foi a Victorie que me contou, eu juro, não a culpe. -  Lili mordeu o lábio inferior e eu já não sabia mais o que dizer. Talvez não fosse tão bom com as palavras quanto achava.
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Olivia Lynn Farley
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MensagemAssunto: Re: Piscina    Qui 11 Dez - 13:45


❀ they don't wanna end like us

James devia estar muito fora de sim para esbarrar em mim daquele jeito. Ele nunca fora tão desatento, sempre prestava atenção demais pra se defender rápido. Se era uma coisa dele, dos Potter ou dos Marotos, eu já não sabia dizer. Tinha a sensação que ele mal havia me visto até ele se referir a mim. - Distraído? - Perguntei, sorrindo, compreensiva. Até me lembrar de Molly. Minha expressão corporal mudou e eu fiquei um pouco mais tensa por ter sido intrometida. Mas ele não se ofendeu. Sorri novamente e o puxei pelo braço para os terrenos da mansão. Estávamos passando por algum dos jardins que eu nem lembrava de qual se tratava. Ah como eles tinham jardins. - Sabe, James... Eu nunca fui contra você e a Molly, só não sou tão aberta e intrometida quando sua irmã e sua tia. Aliás, elas são mais próximas, a opinião delas importa mais naturalmente. - Comentei, antes que ele desse falta de um assunto. Sabia que ele não tinha bem com que conversar. Lili gostava mais de falar e depois sair para curtir, sem se importar com a importância das coisas. E Ana tinha o emocional de uma pedra, sempre tentava ajudar e ajudava, mas não era boa explicando sentimentos ou ouvindo sobre. Quando não se tratava dos sentimentos de Sean, quero dizer. - Eu sempre soube sobre vocês dois. - Anunciei, rindo. Ele franziu o cenho, não entendo como eu sabia. - Claro que ela não me contou. Vocês não eram os mestres do disfarce, sabia? - Expliquei. Já estava com a cabeça longe, pensando em Ted. Eu sei que o enrolava demais, mas era por causa do medo, afinal, tudo entre a gente sempre foi meio escondido, nada público e casamento era algo que deveria ser. - Um amor como o de vocês não se esconde. - Disse, suspirando. "Todo mundo precisa daquele amor que nos faz suspirar e ao mesmo tempo perder a respiração.", ouvi a voz de Ted na minha cabeça. "Você diz isso com tanta firmeza... Eu não se preciso, mas eu acho que tenho. Quando você chega perto assim eu perco minha respiração e quando se afasta, eu suspiro lembrando da falta do ar.", agora era a minha voz que vinha tão nítida quanto minhas lembranças. - E se não for difícil... Se não te impede de respirar normalmente, não é amor. Não vale a pena lutar. - Pensei no sorriso que Ted faria se me ouvisse dizendo algo assim. - Mas se é tão bom, se definitivamente é amor, a gente não pode perder tão fácil. A gente cansa sim, mas não enjooa. E isso nos faz lutar por ele. Nem que lutar signifique esconder. - Tantos casos na família onde tínhamos que esconder amores... Eu e Ted, Molly e James, Lilían e Hugo, Rose e Scorpious. James começou a falar também, me distraindo dos meus devaneios. Pensamentos sobre Ted. - Hm? - "Devaneando, meu amor? Sobre quem? Sobre mim?" podia ouvir o que Ted diria sobre isso. "Deus que me livre devanear sobre você", eu debocharia. - Não é tão difícil, mas não é tão fácil como vocês debocham. - Respondi, não pretendendo ser grossa. Mas mais uma vez ele não se ofendeu por eu achar o meu relacionamento mais complicado do que o dele. - James Potter dando conselhos? Vamos ver. - Aceitei o conselho. E até que eu gostei do jeito que ele colocou as coisas. Talvez tivesse razão. Mas Ted e eu éramos diferentes. Ele queria uma mulher em casa esperando por ele, uma mulher que logo apareceria grávida e eu só queria curtir, viajar e trabalhar com o que eu gostava. James começou outra conversa enquanto eu olhava para nenhuma direção definida. Percebi pra onde nós dois olhávamos. - Ela não é como você, James. - Respondi apenas. E ele entendeu de outra forma. Eu quis dizer que ela sabia como cuidar desse romance proibido e era de uma maneira diferente da dele. Mas James entendeu como se eu estivesse negando, como se estivesse dizendo que ela não gostava de primos. - Não duvido que você saiba. Não foi o que eu quis dizer. - Respondi. Mas ele apenas negou com a cabeça, como se não fizesse diferença e me puxou para onde os marotos estavam. É, era agora. Ela nos abraçou sem saber o que a aguardava. Se ele ia conversar com Lili eu daria um jeito em Hugo. Beijei minha melhor amiga na bochecha e me despedi, como se não fizesse ideia de nada, deixando os dois para ter uma conversa à sós. Cutuquei Hugo pelo ombro e ele levantou o olhar junto com os outros dois. - Precisamos conversar, Hugo. Agora. - Pedi. Ele se levantou sem entender nada e foi para um canto longe da piscina e de Lili e James. Sorri para Fred e para meu irmão mais novo antes de me virar para seguir o grifino. Hugo cruzou os braços esperando. - Você sabe que eu sei sobre você e a Lilian. - Ele afirmou com a cabeça. - O James também já sabe. Ele sempre sabe dessas coisas. - Hugo não esperava por essa e pela cara dele eu pensei que ele fosse vomitar. Respirei fundo e levantei a mão, segurando uma parte do braço dele acima do cotovelo e apertando como sinal de força. Os braços dele ainda estavam cruzados. - Cuida da Lili. Cuida do que vocês tem. Ninguém mais suspeita. Vocês sempre foram muito próximos, desde bem pequenininhos, é natural esse seu extinto de proteção e é fácil pensarem que é fraternal. - Mordi o lábio inferior. Eu era firme e estava pensando em Lili e na felicidade dela. Eu amava aquela pequena. Éramos diferente em idade, mas iguais em cabeça, ela era madura e amável. Era tudo pra mim em questão de amizade. - Então, Hugo, ou você cuida dela e não deixa ninguém desconfiar disso, porque você tá se saindo muito bem nisso, ou... Ou você se afasta. - Ele parecia incrédulo, sem acreditar que eu havia dito isso. Nem eu acreditava. E ele tinha todo o direito de estar com raiva. - Pensa, tá? O James e a Molly estavam escondendo bem e mesmo assim... A vida deles se tornou um inferno. Não deixa a vida da Lili se transformar em algo assim. - Ele descruzou o braço, empurrando minha mão do lugar onde eu o segurava, com um olhar que se misturava com confusão, desprezo e concórdia. Ele não sabia o que fazer. Não sabia se ficava com raiva ou não, se eu estava certa ou errada, se se afastava ou mantinha tudo. - O James está falando com a Lili, ele tá tentando... - Mas eu não consegui terminar a frase, porque ele saiu correndo na direção dos irmãos Potter. Droga, olha o que você fez, Victorie!
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MensagemAssunto: Re: Piscina    Qui 11 Dez - 16:44



Jade McCurdy, hm? Fred até que se deu bem, tirando o fato de que ela era melhor amiga da irmã top model dele. E pelo que eu estava vendo Lili não estava nada errada. Agora, pelo ponto masculino de vista, Fred estava todo estranho assim, sem se gabar e com vergonha porque ele também tinha um interesse na corvina. – Cara, a Lili entende bem desse lado feminino, se eu fosse você eu parava de duvidar e ouvia ela. Argumentei, segurando o riso logo em seguida. Ele também estivera olhando pra ela essa manhã, não? Eu não era bom em entender sentimentos, meu emocional era tão profundo quanto uma colher de chá - palavras da mamãe sobre meu pai - mas era óbvio pelo vermelho do rosto dele. Eu já agira assim. E estava me controlando para não agir de novo agora que Lilian abraçava meu braço, chegando mais perto, colocando a cabeça no meu ombro. Ela ficava extramente linda fazendo isso. – Até porque você não vai conseguir nada só por essas suas bochechas coradas. Caçoei. Lili continuou a brincadeira e eu respirei melhor quando ela tirou a cabeça dali. Contenha-se, Hugo, ela ainda é sua prima, dizia uma vozinha irritante na minha cabeça. Tinha que ficar me lembrando?! James a chamou e ela me soltou por completo. Graças a Merlin. Eu sou tão maluco por essa grifina que tudo em mim queria parar tudo e beijá-la. Mas tem umas coisas que só podem ficar no desejo. Afinal, todo mundo viu o que acontecera com James e Molly. Eu tive que fingir ser contra já que Lili já era a favor, pra não dar a entender nada. Mas James sabia que eu estava do lado dele, ele era um dos meus melhores amigos. Alguém me cutucou e eu me virei para ver de quem se tratava. Victorie. Disse que precisava falar comigo. Franzi o cenho, não entendo nada. O que ela queria? Parecia urgente. Me levantei e fui para um canto distante, percebendo que era sério e particular. Ela veio a mim rapidamente e eu cruzei os braços, esperando que ela dissesse o que queria comigo.
Claro que o assunto era Lili, devia ter adivinhado. Levantei as sobrancelhas, afirmando com a cabeça. Sim, eu sabia que Lilian tinha contado a ela. Mas ai ela continuou... Eu encarei-a atônito, enquanto um lado do meu rosto formigava. Mas quando meu olhar encontrou o dela percebi que ela não havia me dado um tapa, eu apenas havia tido a impressão que sim. James sabia. Tá, mas ele passava pela mesma experiência, não ia dedurar ninguém. O que tinha de mais? Não estava entendendo o rumo dessa conversa. Menos ainda quando ela apertou meu braço, não sei se era um gesto para dar apoio a ela ou a mim. – Vi... Victorie... Qual é a razão dessa conversa? Dá pra ser mais específica? Ela atendeu meu pedido, me mostrando duas opções. Que merda ela está dizendo?! Puta merda, ela não está fazendo isso! Mas é claro que estava, mas por que? Por Merlin, o que Victorie tinha na cabeça?! Ela insistiu e eu percebi que a mão dela ainda segurava meu braço. Afastei-a sem me preocupar se estava sendo grosso ou o que. E o James estava falando com a Lili! Eu nem percebera. Ele estava dizendo as mesmas coisas? Eu não ia deixar ninguém me tirar da minha grifina. Não desse jeito! Sai correndo, nem ligando para o que Victorie estava dizendo. Corri até Lili e James e abracei-a ao mesmo tempo que parava de correr, quase derrubando-a. Talvez não tenha sido o momento nem o movimento mais romântico, mas só um maluco deixaria a garota que ama sozinha depois de ouvir algo assim.
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Lílian Luna Potter
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MensagemAssunto: Re: Piscina    Qui 11 Dez - 17:14

miss summershine!


---------------------------------------------------  Muito do que lhe foi ensinado já foi, um dia, a visão radical de indivíduos que tiveram a coragem de acreditar que o que sua mente e coração diziam era verdadeiro, ao invés de aceitar as crenças comuns de sua época.   -------------------------------------------------
James não sabia começar uma conversa. Já começara me assustando e deixando tudo em um clima estranho. Sei que ele é bom usando as palavras, mas talvez não em encaixá-las no contexto ou em entender se elas vão assustar alguém. Talvez ele não soubesse muito bem o que dizer, no fim das contas. Queria saber se eu tinha algo pra contar a ele e me chamou de aliada. Vasculhei a minha cabeça, buscando algo que precisasse contar a ele. Nada. Balancei a cabeça negando e ele insistiu. Tá, ele não estava perguntando por perguntar. Meu irmão estava me assustando. Tinha alguma coisa e eu não estava sendo inteligente o suficiente para lembrar. Aliás, nunca fui a mais inteligente da família. Rose bem que tentara... — Onde você quer chegar, maroto? — Perguntei num suspiro. Não sabia o que ele queria. Eu não escondia nada de ninguém meu único segredo era... Porra. Devia ter contado a James quando soube que sobre a Molly, mas agora não adiantava mais. Ele era esperto o bastante para me "sacar" melhor do que eu mesma, então apenas neguei. Ele já sabia, contar pra quê? Ou talvez nem soubesse. Comecei a alimentar a esperança na segunda opção. — Você tá estranho, Jay, o que quer? — Perguntei, mas ele apenas me encarou e disse que sabia sobre mim e Hugo. Mesmo imaginando eu ainda esperava que ele não confirmasse nada disso. Abri a boca para dizer algo, mas minha boca tremia e a única coisa que saiu foram lufadas de ar. Fechei os olhos e mordi meu lábio inferior, buscando as drogas das palavras e tentando controlar a tremedeira. — Eu sei que não foi ela. E eu confio em você, você é meu irmão, não vai me fazer sofrer. — Respondi, procurando o ar também com a boca, então tive que parar de falar por alguns instantes. — Mas não era pra ninguém saber. — Senti o aperto dele nas minhas mãos aumentar, como se dissesse "não sou um ninguém, sou seu irmão".  — Escondido é bom. Gente só atrapalha. Vão começar a raciocinar, ninguém raciocina quando ama. — Expliquei, mas comecei a rir. Não conseguia ficar sem sorrir perto dele. — Vão ser racionais e ter aquela coisa de "tentem se afastar", "vão se machucar se continuar". — Continuei. Dei de ombros, olhando para um ponto mais longe e indefinido, como se fugisse daquela conversa. Eu era mais nova mas sabia mais do que muito deles. Mais do que meus primos e primas. — E dai se eu me machucar? Eu sei que tem esse risco, mas não se afasta e o amor se vai. — Percebi que havia tocado numa tecla que não era legal. James estava distante, me ouvindo como se eu fosse a narradora do seu flashback. Estava se lembrando de Molly. Das trilhões de vezes que a afastara e esquecera como era amá-la. Tudo isso apenas para se lembrar depois que não dá pra se esquecer do amor. A gente se afasta, passa, mas ai nós mudamos, nunca amamos alguém do mesmo jeito, e mesmo depois de mudados, quando aquele alguém volta, você se lembra do amor que tem pra dar a ele.  — Não é assim que funciona. Eu não escolhi amar o Hugo, mas isso não significa que vou desistir só porque não me agrada que meu amor seja meu primo. Expliquei, dando de ombros mais uma vez e rindo. Ele riu também e começou uma frase. Eu tinha certeza que ele ia falar de Molly e isso não me incomodava, inclusive pretendia abraçá-lo se Hugo não tivesse me abraçado antes como um gesto de desespero e tivesse quase levados nós dois ao chão. — Hugo? O que foi? Eu estava conversando com James sobre... — Ele me interrompeu e começou a dizer que sabia bem sobre o que estávamos conversando. Não entendi todo esse estresse. Hugo deixara de confiar em James? O que? Claro que não. — Hugo, se acalma, por favor. Me diz o que houve. — Victorie chegou correndo também e eu já não estava entendendo mais nada. Os dois começaram uma séria discussão de sim ou não e tanto eu quanto James estávamos confusos, nos entreolhando. E no meio disso, Hugo não parecia ter intenção de me largar. Ele me segurava de um jeito protetor, agora me colocando atrás dele, com um braço na frente do meu corpo de um jeito defensivo. — Hugo? Ah meu maroto... O que está havendo? Me diz! — Pedi enquanto ele olhava de mim para Victorie e para James, com raiva, confusão e ciúmes. Aproveitei o momento em que ele olhou para mim e segurei seu rosto. — Grifino, o que você tem? — Perguntei, preocupada. Nem conseguia esconder minha expressão de horror. O que havia dado nele?

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James Potter
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MensagemAssunto: Re: Piscina    Qui 11 Dez - 17:46

James Potter escreveu:

all i wanted to feel, I WANTED TO LOVE "

Eu tinha a melhor irmã de todas. Sabia se acalmar, era inteligente, me entendia e até que era bonitinha. E ela confiava em mim sem que eu precisasse dizer mais nada. E na amiga. Apertei a mão dela. Era tão bom ter essa conversa com Lili, finalmente. -Tem razão, eu não seria capaz de te fazer sofrer nem que você me pagasse pra isso. - Disse, enquanto ela respirava. Estava se acalmando. Essa sim é minha irmãzinha. Esse momento me fez lembrar todas as razões para ela ser a única marota entre tantos marotos. Apertei a mão dela mais uma vez. Ei, como assim eu estava incluído no ninguém? Mesmo assim, dava para ver o quanto isso era importante pra ela, o quanto ela escondera com tanta força e convicção. O jeito que ela fazia as coisas, o jeito que as dizia... Tanto ela quanto suas palavras não paravam de me lembrar de Molly. Ela me virara de cabeça para baixo e agora simplesmente tinha que se afastar. Não que fosse culpa dela, mas mesmo assim. Eu deixara de ser o James que todos conheciam para ser o James dela, para ela. Lili falava como uma adulta. Me dava um orgulho absurdo de tão grande. A gente não escolhe quem vai amar e não interessa quem ou como seja, amor é amor, mesmo que pareça impossível ficar com ele, amá-lo, você não vai desistir, você precisa de alguém. Não conseguia parar de pensar no sorriso da minha sonserina, no gosto de baunilha que ela tinha, o jeitinho difícil que me enlouquecia. A risada dela que vinha na minha mente sobrepunha a de Lili que estava na minha frente e eu não sabia se isso me deixa loucamente feliz ou tristemente enjoado. - Sabe, eu acho que amor te leva insanidade e é por is... - Parei quando Hugo quase derrubou minha irmã no chão com um abraço e torceu o nariz pra mim. Por que diabos essa cena não parava de me lembrar Alvo, Ana e Sean? Ele parecia com raiva e isso deixava Lili confusa e desconfortável. Eu que o diga. Nunca havia visto Hugo assim, todo protetor e possessivo. Ele quase foi grosso com minha irmãzinha, interrompendo-a e eu pensei seriamente em arrancá-la do abraço dele, mas é claro que Hugo nunca faria mal nenhum à Lilian Luna. - Escuta a Lili, Hugo. O que tá acontecendo? Por que você tá assim? -  Eu pensei que ele fosse arrancar minha cabeça só por diversão, mas Victorie chegou correndo, o que desviou a atenção dele. Claro que eu estava confuso, mas uma coisa já tinha entendido: Victorie dissera algo muito ruim que não agradara Hugo. Eles começaram a discutir e eu a bolar um plano de como afastar todo mundo de todo mundo sem que ninguém se machucasse. Acho que nem Hugo entendia mais nada, porque começou a encarar todos, uns com raiva, outros confusão ou os dois. Ainda bem que minha irmã exercia um tipo de controle sobre ele que o fez parar com esses olhares por um instante. Pensei em sair, mas queria saber o que havia tirado-o do sério dessa maneira para chegar aqui querendo proteger Lili e levá-la para longe do nós. Não, espera. Então Victorie tinha feito a cabeça do Hugo para que ele achasse que quero ele longe da minha irmã? Seria isso? Por que ela fizera isso? Não era a favor de mim e Molly? O voz de Lili de repente veio na minha cabeça. "Vão ser racionais e ter aquela coisa de 'tentem se afastar', 'vão se machucar se continuar'." Se Hugo e Lilian estavam escondendo isso de todos exatamente por isso, ele tem toda a razão em ficar irado dessa maneira. E Lili não ia ficar mais amorosa se soubesse, mas Victorie era a melhor amiga dela, Hugo não podia contar a ela o que Victorie havia feito. Por isso ele hesitava. Estava começando a entender tudo. Eles estavam tentando agir irracionalmente porque era como o amor trabalhava, mas estavam escondendo de tudo que pudesse fazê-lo pensar e serem racionais o bastante para acabar com isso e agora Hugo estava pensando e tentando busca a razão por causa de Victorie. Lilian ia odiá-la pelo resto da vida. Ela não podia nem sonhar com o que a melhor amiga havia feito. Ela teria a mesma reação que Hugo estava tendo agora comigo, já que pensa que eu estava fazendo com Lili o que Victorie estava fazendo com ele. E eu nem podia me explicar nesse momento, antes de ele dizer o que o chateava se não ele iria pensar que eu sabia o que nossa prima ia fazer. Ele tinha que achar que eu não tinha ideia de nada do que ela havia feito, mesmo sabendo que meu raciocínio é rápido. - Hugo, por que está agindo assim com a gente? -  Perguntei, me fazendo de desentendido.
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Olivia Lynn Farley
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MensagemAssunto: Re: Piscina    Sex 12 Dez - 12:09


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Cheguei tarde demais. Hugo já estava parecendo um maluco psicopata e provavelmente ia dizer tudo pra Lili. El não podia! Era uma conversa particular, não pra se sair espalhando por ai. - Hugo! Não! - Pedi, tensa, esperando que Lilian não estivesse entendendo nada, o que parecia estar funcionando. Mas James... Ah ele podia ser o burro da família Potter, mas era rápido e astuto. Lilian era só inteligente, mas era lenta e não tinha malícia quanto a essas coisas. - Por favor, não! - Pedi novamente e eu não sabia se Hugo iria escutar estando nesse momento tão "são". Ironicamente falando claro. Eu pensei que ele fosse explodir e que a cabeça de Lilian fosse junto. Podia ouvir as engrenagens tentando girar daqui. - Não faz isso, Hugo, a conversa é entre nós. - Lembrei, mordendo o lábio inferior. Nem ele nem eu sabíamos mais o que fazer. Por que todo esse ódio? Eu nem tinha sugerido nada, só tinha lembrado-o do que ele já sabia. Tinha dois caminhos: esconder com a vida ou se afastar. O cérebro dele pareceu "pifar" por alguns instantes e ele olhava de mim, para Lili e depois para James, sucessiva e repetitivamente. Até que minha prima segurou o rosto dele com as duas mãos. Droga! Sabia o que isso fazia com ele, dava pra ver o efeito que um tinha sob o outro. Eu sabia como ele se sentiria. O mundo ia parar de girar, ele ia esquecer porque estava fazendo tudo aquilo e responder a tudo que a deixava aflita. E então ela ia me odiar. - Hugo... - Choraminguei e James começou a expressar a confusão que eu sabia que me primo não tinha, claro que ele estava entendendo. Conheço a cabeça dele. E enquanto isso Lili insistia amorosamente. Por que raios eu tinha que ter feito isso?! Eu fui impulsiva sendo que eu nunca havia sido antes. "O que deu em você Victorie?", um Ted decepcionado perguntou na minha cabeça. Não queria tê-lo decepcionado, mesmo que a voz fosse apenas fruto da minha imaginação.
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