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 Quarto de Lucy

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Marie-Angèlie Thévenet
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MensagemAssunto: Quarto de Lucy   Sex 8 Ago - 10:20


quarto de lucy...
[ 2° andar ]


Um quarto amplo onde quase tudo é cor-de-rosa. Mesmo não sendo a cor favorita de Lucy, a deixa mais a vontade e feminina. Cada degrau da escada tem suas palavras favoritas, coisas que ela quer para si. Na pequena parte de cima, fica sua cama, cheia de almofadas e alguns porta-retratos. Sempre tem balões em seu quarto que permanecem cheios por mágica. Penduradas nos tetos as letras formam 'dream', o que a Paxllitériana acredita trazer boa sorte e bons sonhos. Geralmente, permanece no andar de baixo do quarto, com a irmã ou as primas, sentadas ou deitadas nos sofás e poltronas pretas, abraçadas as almofadas cor-de-rosa peludas, comendo 'porcarias' servidas por magia na mesinha. Mais no canto do quarto, às vezes imperceptível, uma mini-escrivaninha fica sempre arrumada, já que quando ela está em casa só a usa para desenhar e, às vezes, ler, quando não está no sofá.

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Lucy Bradd. Campbell
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Lucy   Sex 8 Ago - 10:22


Me sentia uma completa idiota. Eu havia sido feita de idiota pela minha própria mãe. Quer dizer, não exatamente a minha mãe. Até pelo meu pai, que 'fugia' de mim durante todo esse tempo. Mas eu tinha que deixar aquela casa, não podia ir morar na mansão Rewards ou em qualquer lugar onde Sellen pudesse me encontrar. Fugir para o mais longe possível daquela mulher. Ela tentara me matar uma vez, junto com as minhas irmãs, mas não teria outra oportunidade.
Cheguei rapidamente a mansão dos Campbell. Antes que qualquer um me visse, corri para o segundo andar, me abrigando no meu quarto. Fui até uma das prateleiras e puxei uma portinha, um projeto de armário. Um cofre. Claro que era mais seguro ter um cofre no banco bruxo. Eu tinha, mas esse era para emergências. Aquele dinheiro era consequência de quase uma vida toda guardando mesada. Joguei tudo em uma bolsinha. Não desfiz o malão, apenas o abri e joguei a bolsa com os galeões, cicles e nicles lá dentro. Peguei uma mochila de costas e enfiava o resto das coisas importantes ali quando algo caiu com um estrondo no chão. Um porta retrado. Certifiquei-me de que não estava quebrado. E então reparei a foto, sorrindo. Cinco meninas, adolescentes, sorriam e acenavam. Reconheci-me com o cabelo trançado, jogado pro lado, abraçada a Milla, sorridente, do lado esquerdo, e uma Cassidy arrumando impacientemente o cabelo de uma Nathalie levemente irritada, do meu lado direito. Amber pulava nas minhas costas. Deixei uma lágrima rolar pela minha bochecha antes de colocar o objeto dentro da bolsa.
Peguei um cigarro de uma das bolsinhas da mochila e fechei-a. Acendi-o quando a porta bateu. Virei-me e me deparei com os olhos de Cassidy.




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MensagemAssunto: Re: Quarto de Lucy   Sex 8 Ago - 10:23

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Havia algo faltando em mim, sabe, bem lá no fundo. Por mais que tudo parecesse estar bem, o vazio dentro do meu peito não cessava. A vontade de conversar com alguém que realmente se importaria com tudo que estava acontecendo comigo estava quase transbordando. Mas a única pessoa com quem eu me sentia bem não estava exatamente de bem comigo. Pelo menos nos últimos meses. Não sabia ao certo como estava minha amizade com Lucy. Não nos falávamos desde o final do último ano letivo, muita coisa havia mudado. Mesmo morando na mesma mansão, parecia que havíamos nos tornado desconhecidas e só agora eu percebia isso.

Eu não poderia ter deixado as coisas chegarem á esse ponto. Suspirando, saí de meu quarto sem pensar em mais nada e apenas caminhei até a porta mais próxima. Fiquei fitando o pedaço de madeira por um bom tempo, tentando criar coragem. E se ela não quisesse falar comigo? E se estivesse ocupada com sua amiguinha Camilla? E se ao menos estivesse lá? Não importava, eu tinha que tentar. Contando até três mentalmente, entrei de uma vez e bati a porta, desconsiderando a ideia de fugir. Quando me virei, encontrei Lucy com um cigarro na mão e uma mala ao seu lado. Fiquei por um bom tempo olhando em seus olhos, tentando desvendar o que acontecera, e então passei á alternar meu olhar entre Lucy e a mala. Ela estava indo embora? Uma das únicas pessoas com quem eu me importava estava me abandonando? Assim como minha mãe? O pesadelo não ia se repetir novamente. Eu não deixaria. –O que você pensa que está fazendo?

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Lucy   Sex 8 Ago - 10:24


Eu não esperava que o reencontro entre mim e Cassidy depois de tempos nos "estranhando" seria desta forma. Eu não sabia se ela estava assustada, confusa ou com raiva. E como eu estava? Apenas parada sem expressão. Não sabia o que fazer ou o que dizer, até que ela se virou para mim e me fez a pergunta que eu esperava que ela faria. Suspirei, não querendo imaginar no que ela estava pensando. - Eu estou indo embora, Cass. Disse, com um tom calmo e expressão de tristeza. Não que eu quisesse deixá-la, isso nunca passara pela minha cabeça, mas eu tinha que ir embora. Talvez ela ficasse mais segura sem mim, inclusive. Prestei atenção nos olhos da minha melhor amiga. Quer dizer, naquela que acreditava ser minha melhor amiga no momento. Ela não pareceu satisfeita. - Eu preciso ir, Cassidy, me desculpe. É confuso pra mim, tudo que está acontecendo, mas eu não pertenço a essa família. É melhor eu me afastar. Melhor pra todos. Terminei, com um novo suspiro. Não havia contado a ela o que havia descoberto, que a tia dela era um monstro, que eu tinha gêmeas e um pai vivos. E que eu não era sua prima. Nada. Ela não sabia de nada. Cassidy nunca saberia com o que eu estava lidando. Era tudo tão mal explicado, tão ruim. E minha clarividência fazia questão de me lembrar disso o tempo todo, todos os momentos horríveis que agora eu me lembrava. Esperei que ela digerisse alguma coisa. Sentia-me péssima, mas não podia mais lutar contra o que estava acontecendo, fingir que não poderia acontecer nada de ruim com qualquer um que eu amava e que Sellen odiava. Apoiei o corpo no braço de uma poltrona.




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MensagemAssunto: Re: Quarto de Lucy   Sex 8 Ago - 10:25

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Senti um arrepio percorrer todo o meu corpo e por uns segundos eu esqueci como se respirava. Lucy apenas havia confirmado minhas suspeitas. Era como se alguém próximo á mim estive á beira da morte e eu me sentisse totalmente incapaz de fazer algo. Engoli em seco tentando cogitar a ideia de ficar sem minha melhor amiga. Isso jamais aconteceria. –Não, não, não, não... Você não pode fazer isso... Brincadeira sem graça, Lucy. –sussurrei sem ligar se ela entenderia alguma coisa, soltando uma breve risadinha no fim da frase. –Sério, é alguma pegadinha? Onde estão as câmeras? –continuei tentando fingir que era apenas mais uma gracinha de Lucy. Pensava até na ideia da menina ter enlouquecido. Ela simplesmente não podia fazer aquilo. Não mesmo. Depois de uns minutos sem resposta, voltei á olhar em seus olhos. Não era brincadeira. Balancei a cabeça de forma negativa, como se perguntasse o porquê. –Lucy, para! Como assim não se encaixa? Eu simplesmente não entendo. –mordi meus lábios, me preparando para continuar. –Sua mãe te ama! Sua irmã também! Suas primas, ah, nem se fala! Pra quê tudo isso agora? –questionei-a quase gritando. Não admitiria que ela se passasse por rebelde. Ela era a princesinha da família, a menina que todos amam, por quê tudo isso?

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Lucy   Sex 8 Ago - 10:27


Eu queria me esconder do olhar de Cassidy de súplica, me persuadindo a dizer que era mentira, que eu ficaria. Queria dizer-lhe que era, de fato, uma pegadinha, mas não podia. Deixei-a rir e se 'iludir'. Encolhi-me, tentando fugir dos seus olhos. Deixei o silêncio pairar entre nós quando Cassy parou de falar e me encarou. Pensei que ela fosse gritar comigo. E teria sido melhor se tivesse gritado. O tom de decepção que ouvi quase me fez chorar, mas me contive. Deixei que meu corpo caísse devagar, se arrastando na lateral da poltrona, até que eu caísse e me sentasse no chão. Coloquei a cabeça entre os joelhos. Não pretendia dizer nada, mas não consegui evitar. - Minha mãe? Minha irmã? Minhas primas? Eu estava dizendo que não pertenço a essa família no sentido literal. Disparei, levantando a cabeça. Ela me pareceu confusa. Ótimo. Agora eu teria que explicar. Eu tentara poupá-la, mas meus impulsos não permitiram. Fiz um sinal para que ela sentasse no chão ao meu lado. Esperei que ela o fizesse para me virar e encará-la. Olhar em seus olhos me machucava. Respirei fundo, colocando o cigarro apagado no chão ao meu lado. - Eu tenho que ir embora antes que a Demétria descubra que eu sei demais e tente me matar. Contei-lhe, sem hesitar. Eu não havia lhe contado nem a metade. Abracei meus joelhos antes de continuar. Fiquei imaginando qual seria a reação da minha melhor amiga. - Ela não é minha mãe, Amber não é minha irmã. Minha mãe era a melhor amiga da sua tia e as duas eram apaixonadas pelo meu pai, mas, obviamente, quem ficou com ele foi a Mellanie, que, aliás, é o nome da minha mãe biológica. Ela, Mellanie, morreu no meu parto e depois Sellen tentou me matar, mas essa é uma história mais longa. A questão é, que ela não tentou matar só a mim. A minhas gêmeas também. Eu encontrei com uma delas no castelo, ela tem o mesmo nome da minha mãe e me contou o que nosso pai sabia. Agora eu tenho que encontrar as outras duas e sair da linha de fogo da sua tia. Desculpe por não ter te contado, mas eu fiquei com medo de que pudesse acontecer algo com você. Pedi-lhe, a beira de lágrimas. Eu não queria lhe esconder nada, mas talvez houvesse sido preciso. Não sabia como ela conviveria com a tia se soubesse uma coisa dessas. Escondi a cabeça nas pernas de novo.




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MensagemAssunto: Re: Quarto de Lucy   Sex 8 Ago - 10:28

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Ficava cada vez mais sem reação á cada palavra dita por Lucy. Não, aquilo não poderia ser verdade. Lucy era da família, certo? Filha da tia Demi e gêmea da Amber. Ou não? Se ela não era Campbell, era o quê? Sentei-me ao lado da menina, pensando em alguma resposta para todas as minhas perguntas anteriores. –Mas... –estava sem ter o que falar, eu não esperava isso. E se eu estava desse jeito não conseguia nem imaginar o estado emocional de Lucy. Ela então começou a contar a história sobre sua verdadeira “família”, e no final eu estava quase sem conseguir acreditar. Se fosse outra pessoa me dizendo aquilo eu certamente riria, mas era Lucy, ela não brincaria com aquilo. Eu tentava digerir tudo aquilo de ter uma tia do mal, de existirem mais “Lucy’s” por ai, mas antes de tudo eu sentia que devia apenas abraçar minha melhor amiga. Aproximei-me dela lentamente e abracei-a do jeito que ela estava, sussurrando um “vai ficar tudo bem”. Deixei que o silêncio dominasse o quarto por alguns instantes e depois voltei á falar. –Lucy, Lulis, olha pra mim. –chamei-a. –Tu sabe que eu vou estar aqui sempre, né? Tu sabe que se eu perceber que a minha tia quer triscar em ti eu vou pra cima dela, né? Sabe que vou te ajudar a superar tudo isso, né? –indaguei, enquanto parava pra pensar no que a naja da minha tia fizera á Lucy, aquilo não ficaria daquele jeito, não mesmo. Esperei a resposta de Lucy e logo depois levantei, prendendo o cabelo em um coque. Estava tentando me controlar para não deixar a habilidade vir á tona; não seria uma boa hora, o assunto da vez era a mentira que fora a vida de minha melhor amiga até ali.

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Lucy   Sex 8 Ago - 10:29


Depois de receber um abraço sem nem condições de retribuir, a única coisa que conseguia fazer era encarar meus pés. Aquilo era horrível e soava pior ainda. Sentia-me mal por não ter conseguido guardar segredo. Era melhor quando só eu estava sofrendo e não precisava envolver nem machucar ninguém mais. O silêncio partia meu coração. Como aproveitar nossos últimos minutos juntas naquela mansão? Ela me chamou e eu hesitei antes de me virar e olhar em seus olhos. Claro que Cassy também estava mal com tudo aquilo. Abracei os joelhos com mais força, permitindo-a continuar.
Não sabia o que responder. Voltei a afundar a cabeça nos joelhos, sem reação. O que diria a ela? "Eu sei" respondia suas perguntas, mas era frio demais. Levantei a cabeça de novo, respirando fundo. Não queria deixá-la, não queria dizer adeus, por mais que fosse apenas temporariamente. Suspirei. Reparei que ela estava um tanto nervosa. Cassidy não podia nem conseguia me esconder nada. - Quer me contar algo? Indaguei, preocupada. Eu havia lhe contado o meu segredo, algo tenebroso. O que havia de errado em me contar algo? Ela sabia que podia contar comigo. Ou pelo menos eu acho que ela sabe. Perguntei-me mentalmente se Nathalie saberia. Elas haviam se aproximado muito enquanto estávamos "brigadas" e isso me machucou, mas eu preferi não dizer nada. Tentei encará-la novamente. - Cassidy? Chamei-a, preocupada. Ela pareceu surpresa por eu ter notado. Não queria que ela me escondesse nada. Já chega de segredos. Eles acabaram com a minha vida. Sempre.




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MensagemAssunto: Re: Quarto de Lucy   Sex 8 Ago - 10:30

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De certa forma o silêncio de Lucy me machucara. Ora, o que eu esperava? Que ela concordasse com tudo que eu havia dito? Em parte sim. Eu só queria que ela soubesse que eu estaria ali por ela, tipo, sempre. E toda aquela frieza dela com relação me deixava magoada, me fazia sentir que estava sendo inconveniente. Mas não toquei mais no assunto, daria o tempo que fosse preciso para ela pensar.Mas pensar nisso era fichinha perto de cogitar a ausência da minha melhor amiga ali, comigo e com todas as outras. Era como mil facadas no coração multiplicado pelo infinito. A dor de perder a pessoa que é considerada á sua irmã conseguia ser até pior do que a dor de saber que sua mãe não te quis. Suspirei, parando de andar e me sentando em um dos degraus da escada.  Contar ou não que a habilidade que eu pensara ter a vida inteira não existia, que na verdade era outra? Não, com certeza não. Aquilo eu resolveria depois. No momento a única coisa que eu realmente queria era que Lucy começasse á desfazer as malas. -Anh, não é nada. -mordi o lábio inferior e prendi o cabelo em um coque, encarando a menina. -Mas... Por que você não fica? Da sua tia a gente se livra... E quanto ás suas irmãs, procuramos elas também! Tu não precisa ficar sozinha nessa. -tentava achar qualquer jeito de ajudá-la sem que ela precisasse sair dali. - You and me, the perfect team, chasing down the dream, one and the same.

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MensagemAssunto: Re: Quarto de Lucy   Sex 8 Ago - 10:31


Cassy não estava entendendo. Acho que a parte de que a tia dela queria me matar não entrara na cabeça dela direito. Respirei fundo e me levantei do chão, andando na direção dela. Apenas olhava em seus olhos que tentavam buscar algo, alguma desculpa para que eu não fosse. Seus olhos brilhavam com as possibilidades, mas eu era realista. Sentei-me no mesmo degrau que ela e peguei a mão que estava ao meu lado e a pus por cima da minha. - Primeiro de tudo. Conte-me. Segundo, você diz que eu não preciso ficar sozinha nessa mas não me diz o que há com você. E você sabe que se eu tiver que arriscar vidas vai ser só a minha. Enumerei. Não tinha porque "sacrificá-la". Ninguém tinha que sofrer ou acabar se machucando por minha causa. E ainda tinha Amber. Ela era filha de Sellen, afinal? Eu iria investigar. Eu a amara como uma irmã todos esses anos. Bem ou mal, de sangue ou não, ela continuaria sendo. Cassidy começou uma melodia que me lembrava de termos cantado quando jovens. Eu não me recordava se havíamos composto ou achado na internet, mas lembrava do quão especial era. - Hey, hey hey. Brinquei. Pelo que me lembrava esse era o segmento da música. Soltei a mão de Cassy, sem nenhuma coragem de olhar para ela, de dizer que não tinha jeito desta vez. Que não havia time algum, a não ser o meu, Team Lucy. Abaixei a cabeça e a última coisa de que me lembro antes de cair na escuridão, era de que meu sapato não combinava com a roupa.

Era um lugar escuro. Por um segundo imaginei que não fosse uma visão e que eu havia desmaiado e dei graças, mas então figuras negras como sombras começaram a surgir com máscaras que não me eram estranhas. Forcei-me a descobrir onde estava. Entendi logo que vi a primeira sepultura. A visão estremeceu e eu pensei que fosse mudar, mas continuou a mesma, com uma única diferença: uma mulher surgira e todos formaram um círculo em volta dela. Então percebi do que se tratava. Comensais. Lady. Ela andou até dois dos comensais e retirou-lhe as máscaras. Se pudesse gritar teria gritado. Uma delas era uma mulher de cabelos negros e maquiagem sombria. A outra era uma cópia idêntica de mim. Temi, por alguns segundos, que aquela fosse eu. Não entendia nada do que a Lady dizia, mas distingui algumas palavras. Revista Merlin. Baile. Carrie. Interferir. Esperei a reação de Carrie por alguns segundos, mas então tudo ficou claro novamente e me deparei com o rosto de Cassidy.

Levantei-me bruscamente, deixando claro que a visão terminara. Abri a mala, tirei um celular e alguns galeões e enfiei em uma bolsa, colocando-a no ombro. Pude ouvir Cassidy protestando, confusa atrás de mim. Virei-me. - Cale a boca, por favor. Eu estou indo buscar a minha irmã, arrancá-la das sombras. Anunciei, fitando-a, determinada. Ela começou a argumentar e perguntar, e dizer que eu não podia ir sozinha, que éramos um time. Levantei a mão, fazendo sinal para que ela se calasse, mas ela continuou. Aproximei-me dela. - Essa luta não é sua. E assim, sai, batendo a porta na cara da minha melhor amiga, antes de trancá-la, para me certificar de que ela não iria atrás de mim.




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MensagemAssunto: Re: Quarto de Lucy   Sex 8 Ago - 10:35

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E quando você pensa que nada pode te machucar mais do que ser rejeitada pela própria mãe ou maltratada pelo pai, eis que algo talvez ainda pior consegue surgir. Lucy não conseguia entender que, por mais esperta e determinada que ela fosse, ela não era Merlin. Era apenas uma menininha de quatorze anos, frágil e, por mais que não gostasse de admitir, um alvo tão fácil quanto qualquer um que tentasse ajuda-la naquela história. "A pessoa em questão aqui não sou eu, Lucinda", sussurrei. Não tinha importância eu ter ou não tal habilidade. Não quando a vida de uma das pessoas mais importantes para mim estava em jogo. Apertei sua mão enquanto pensava no que poderia acontecer á ela se eu a deixasse sair desse quarto. Lucy sempre fora cabeça dura, e eu sabia que apenas minha opinião não a faria repensar seus atos. Eu apenas queria tentar mostrar para ela que para tudo na vida existe uma solução, mas que nem sempre essa solução vem do jeito que esperamos ou queremos. Mordi meu lábio inferior ao senti-la soltar minha mão. Nada. Eu não poderia fazer nada. A sensação de se sentir um lixo voltara, exatamente como alguns anos atrás.

Fui praticamente obrigada a sair de meus pensamentos dramáticos ao ver Lucy desmaiando. Eu sabia o que era aquilo; nunca havia acontecido durante uma conversa entre nós duas, mas diversas pessoas já haviam presenciado e algumas com certeza não conseguiram conter a boca e me contaram. Era o dom de Lucy. E a clarividência ataca outra vez. Mesmo sabendo o que era aquilo, não deixei de me desesperar. Joguei-me ao seu lado no chão, sacudindo seu corpo, sem saber se eu poderia ou não fazer aquilo. "Lucy! Lucy?!" Praticamente gritei esperando que ela despertasse. "Pelo amor de Merlin guria, acorda! Anda!" Supliquei, mas nenhum resultado foi notado. Peguei em seu pulso para conferir sua pulsação. O que você está fazendo, Cassidy? Você sabe que logo ela vai despertar! Chega de bancar a louca!, gritava meu subconsciente. Ainda preocupada, parei de tentar acordá-la, ficando apenas ao seu lado.

Então ela se levantou do nada. Simplesmente saiu de uma visão e começou a pegar coisas em sua mala, como se nada tivesse acontecido. "Lucy?" Chamei-a, mas fui ignorada. "Lucy, olha pra mim. Me conta o que aconteceu, me deixa te ajudar, por favor", soltei, suspirando em seguida. Nenhuma resposta. Comecei a me irritar. "LUCY! CARAMBA, PARA! ME ESCUTA!" Estourei, recebendo uma resposta mal educada da menina. Irmã, ok. Agora, sombras? O que quer que Lucy tenha visto serviu apenas para piorar a situação. Apenas a deixou mais determinada a ir embora. "Você não pode fazer isso. Você não vai fazer isso. SOMOS UM TIME, ou você não se lembra disso? EU POR VOCÊ E VOCÊ POR MIM!" Já estava quase chorando. Não sabia se era de raiva ou porque já não aguentava mais tantos mistérios envolvendo minha melhor amiga. E como resposta ela simplesmente... Foi embora. Lucy disse que a luta não era minha e apenas... Saiu. Passou pela porta sem dizer mais nada.

Não sei se foi a emoção do momento, mas por alguns instantes eu só consegui observar a porta. Fiquei estática. Mas depois acordei; ela estava indo atrás de uma irmã perdida, depois de descobrir que sua mãe na verdade não era sua mãe. De uma coisa eu tinha certeza: ela não estaria segura. Corri até a porta fechada e girei a maçaneta, mas estava trancada. "LUCY, VOLTA AQUI. ABRE ESSA PORTA" gritei, socando a madeira. Eu sabia que ela não voltaria. Encostei meu corpo na porta e fui escorregando lentamente, colocando a cabeça entre as mãos, apoiando-as nos joelhos. Eu precisava arranjar um jeito de sair dali e achar Lucy. Lágrimas desciam pelas minhas bochechas contra minha vontade. Eu só queria minha melhor amiga ali, queria voltar alguns meses antes, quando por mais que eu não achasse, tudo era perfeito.

Cerca de meia hora depois me levantei. Caminhei até a cama de Lucy e peguei um espelho que ela sempre guardava dentro do travesseiro; não poderia sair do quarto no estado em que eu achava que estava. Não quando corria o risco de encontrar Sellen nos corredores. Eu ajudaria Lucy mesmo que indiretamente. Ao ver meu reflexo no espelho quase caí para trás. Meus olhos, um dia castanhos, estavam cinza como o céu nublado. Meus cabelos da mesma cor. A metamorfomagia havia se manifestado sem que eu percebesse e tentasse controlar. Agora, antes de tudo, eu precisava esconder meus sentimentos. Ou tudo poderia acabar mal. Suspirei profundamente e fechei os olhos, me concentrando ao máximo para voltar ao normal. Depois de alguns poucos minutos, mesmo com medo do que veria, tornei á abrir os olhos. Meus cabelos já estavam castanhos como antes de eu achar Lucy no quarto e meus olhos voltavam lentamente ao normal. Ouvi um barulho de chave na porta. Finalmente alguém. Guardei o espelho e caminhei lentamente até a porta, que já estava aberta e tinha uma Amber confusa do outro lado. Passei por ela sem lhe direcionar o olhar. Eu precisava ficar sozinha. Corri para longe dali, pensando no que faria no momento em que reencontrasse Sellen.

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